· Sequência de reanimação no adulto
No âmbito da unidade curricular Ciências - Naturais II foi-nos proposto a realização de um trabalho de cariz teórico - prático sobre como actuar em situações de emergência. O nosso grupo escolheu abordar mais detalhadamente os acidentes rodoviários. Com a elaboração deste trabalho temos como objectivo demonstrar a importância dos primeiros socorros na formação básica do indivíduo e na sua integração na sociedade.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Choque
Designa-se por uma falência circulatória periférica, isto é, um estado de colapso do aparelho cardiovascular.
Sinais e sintomas
Para determinar a presença do choque, o socorrista deve ter em conta um conjunto de sinais e sintomas que podem surgir:
· Diminuição da temperatura corporal;
· Palidez;
· Pele húmida ou até viscosa;
· Pulsação rápida e fraca;
· Há agitação inicial e depois apatia;
· Pode existir dilatação pupilar;
· Ventilação superficial, difícil, rápida ou ofegante e irregular;
· Em muitas situações a vítima fica inconsciente;
· A vítima pode sentir náuseas e mesmo vomitar.
Até à chegada de socorro especializado o socorrista deve manter a vítima aquecida, deitada e sossegada.
Posição Lateral de Segurança (PLS)
1- O socorrista deve ajoelhar-se ao lado da vítima, alinhar-lhe as pernas e os braços e alargar-lhe o vestuário na zona do pescoço (ex.: camisas e gravatas) e do abdómen (ex.: calças e cintos);
2- Colocar o braço da vítima dobrado ao nível do cotovelo (o braço que se encontra no lado do socorrista);
3- Encostar as costas da outra mão da vítima na face da cara (do lado do socorrista);
4- Flectir a perna da vítima do lado oposto ao do socorrista, mantendo o pé colocado no chão, dobrando ao nível do joelho;
5- Com uma mão a apoiar a cabeça e outra a perna, ao nível do joelho, puxar o corpo da vítima, rodando-o para o seu lado. Ajustar a perna que fica por cima, formando um ângulo recto, ao nível da coxa e do joelho. Se for preciso, reajustar a mão da vítima sob a face, para que a cabeça fique em extensão, e certificar-se de que a via aérea se mantém aberta e a pessoa respira sem fazer ruído;
6- Vigiar o estado geral da vítima.
Hemorragia
A hemorragia pode ser:
· Externa – existe uma ferida (visível) na pele por onde o sangue sai;
· Interna Invisível – o sangue fica retido no interior do corpo;
· Interna Visível – o sangue sai por uma abertura natural do corpo (boca, ouvidos, nariz, ânus, uretra ou vagina). O socorrista deve analisar se a vítima tem alguma hemorragia grave e estanca-la. Quando isso não é possível deve limitar ao máximo a saída de sangue.
Hemorragia na mão:
- O socorrista pede à vítima para agarrar uma almofada ou compressa. Deve ter a garantia que a vítima continua com a mão levantada;
- Prende os dedos com uma ligadura, deixando o polegar livre;
- Imobiliza o membro utilizando o tiracolo de elevação.
Envenenamento
É uma situação em que uma vítima se pode encontrar em perigo de vida iminente, por isso o socorrista deve vigiar constantemente as funções vitais (ventilação e circulação).
Sinais e sintomas de envenenamento:
- Seringa ou caixa de medicamentos vazios;
- Grupo de pessoas com sintomas idênticos;
- Odor pouco habitual na atmosfera.
- Exame geral a vítima;
- Procura de informações, para responder as questões:
- o quê? (qual o tóxico);
- como? (qual a via);
- quanto? (qual a quantidade);
- quando? (há quanto tempo);
- quem? (sexo, peso, idade, factores agravantes da vitima, sintomatologia).
O socorrista deve contactar o Centro de Informações Anti – Venenos (CIAV).
Actuação específica:
· Via cutânea
- o socorrista deve utilizar luvas e máscara;
- retirar as roupas contaminadas da vítima;
- lavar com água abundante e sabão cerca de 20 – 30 minutos.
· Via ocular
- lavar com soro fisiológico ou água corrente do canto lacrimal (interno) para o canto temporal (externo).
· Via inalatória
- retirar a vítima do local contaminado, eliminando assim a fonte do tóxico.
· Via circulatória directa
- manter a vitima imóvel;
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