segunda-feira, 6 de junho de 2011

Algoritmo de Suporte Básico de vida

·         Sequência de reanimação no adulto


Choque

        Designa-se por uma falência circulatória periférica, isto é, um estado de colapso do aparelho cardiovascular.

Sinais e sintomas
            Para determinar a presença do choque, o socorrista deve ter em conta um conjunto de sinais e sintomas que podem surgir:
·         Diminuição da temperatura corporal;
·         Palidez;
·         Pele húmida ou até viscosa;
·         Pulsação rápida e fraca;
·         Há agitação inicial e depois apatia;
·         Pode existir dilatação pupilar;
·         Ventilação superficial, difícil, rápida ou ofegante e irregular;
·         Em muitas situações a vítima fica inconsciente;
·         A vítima pode sentir náuseas e mesmo vomitar.

            Até à chegada de socorro especializado o socorrista deve manter a vítima aquecida, deitada e sossegada.

Se a vítima estiver inconsciente ou a ventilar ruidosamente deve ser colocada em Posição Lateral de Segurança.
Posição Lateral de Segurança (PLS)

1- O socorrista deve ajoelhar-se ao lado da vítima, alinhar-lhe as pernas e os braços e alargar-lhe o vestuário na zona do pescoço (ex.: camisas e gravatas) e do abdómen (ex.: calças e cintos);
2- Colocar o braço da vítima dobrado ao nível do cotovelo (o braço que se encontra no lado do socorrista);
3- Encostar as costas da outra mão da vítima na face da cara (do lado do socorrista);
4- Flectir a perna da vítima do lado oposto ao do socorrista, mantendo o pé colocado no chão, dobrando ao nível do joelho;
5- Com uma mão a apoiar a cabeça e outra a perna, ao nível do joelho, puxar o corpo da vítima, rodando-o para o seu lado. Ajustar a perna que fica por cima, formando um ângulo recto, ao nível da coxa e do joelho. Se for preciso, reajustar a mão da vítima sob a face, para que a cabeça fique em extensão, e certificar-se de que a via aérea se mantém aberta e a pessoa respira sem fazer ruído;
6- Vigiar o estado geral da vítima. 

Hemorragia

            Há uma hemorragia quando algum vaso sanguíneo se rompe e o sangue perde-se, saindo pelo local de rotura. O vaso lesionado pode ser: artérias, venosas ou capilares.

A hemorragia pode ser:

·         Externa – existe uma ferida (visível) na pele por onde o sangue sai;
·         Interna Invisível – o sangue fica retido no interior do corpo;

·         Interna Visível – o sangue sai por uma abertura natural do corpo (boca, ouvidos, nariz, ânus, uretra ou vagina).

             O socorrista deve analisar se a vítima tem alguma hemorragia grave e estanca-la. Quando isso não é possível deve limitar ao máximo a saída de sangue.








Hemorragia na mão:
  • O socorrista pede à vítima para agarrar uma almofada ou compressa. Deve ter a garantia que a vítima continua com a mão levantada;
  • Prende os dedos com uma ligadura, deixando o polegar livre;
  • Imobiliza o membro utilizando o tiracolo de elevação.

Envenenamento

           É uma situação em que uma vítima se pode encontrar em perigo de vida iminente, por isso o socorrista deve vigiar constantemente as funções vitais (ventilação e circulação).

Sinais e sintomas de envenenamento:
  • Seringa ou caixa de medicamentos vazios;
  • Grupo de pessoas com sintomas idênticos;
  • Odor pouco habitual na atmosfera.






                                                                                 Actuação geral:
  • Exame geral a vítima;
  • Procura de informações, para responder as questões:
- o quê? (qual o tóxico);
- como? (qual a via);
- quanto? (qual a quantidade);
- quando? (há quanto tempo);
- quem? (sexo, peso, idade, factores agravantes da vitima, sintomatologia).

O socorrista deve contactar o Centro de Informações Anti – Venenos (CIAV).


Actuação específica:
·         Via cutânea
- o socorrista deve utilizar luvas e máscara;
- retirar as roupas contaminadas da  vítima;
- lavar com água abundante e sabão cerca de 20 – 30 minutos.

·         Via ocular
- lavar com soro fisiológico ou água corrente do canto lacrimal (interno) para o canto temporal (externo).

·         Via inalatória
- retirar a vítima do local contaminado, eliminando assim a fonte do tóxico.

·      Via circulatória directa
- manter a vitima imóvel;
- arrefecer localmente.